Diversity & Inclusion

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Aposte em um processo de RH orientado para diversidade e inclusão

Para mais diversidade, o processo de RH deve priorizar as soft skills. Para mais inclusão, não peça um currículo, mas uma personalidade!

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1. Sim às afinidades, mas com moderação!

Abrir-se para a diversidade e a inclusão implica ir contra nossos vieses cognitivos. Onde temos a tendência de nos interessar por pessoas que se parecem conosco, a diversidade exige justamente lutar contra essa inclinação. Se se dar bem no trabalho motiva e estimula nossos dias, esse sentimento de cumplicidade pode vir a ofuscar fatores mais racionais. Então, sim à afinidade, mas apenas para fins profissionais. Sem currículo para influenciá-lo, faça a si mesmo perguntas objetivas: - Este candidato está alinhado com os valores e a cultura da empresa? - Que tipo de gestão ele espera? É o mesmo praticado na sua empresa? - Que competências complementares virão enriquecer o restante da equipe de trabalho? - Quais soft skills são o ponto forte deste candidato para o cargo a recrutar? Aqui estão algumas: senso de adaptação e de coletividade, tomada de iniciativa, perseverança, abertura de espírito ou ainda saber ser diplomático. Você conhece a afinidade interpessoal? Baseado no perfil psicológico e na natureza das expectativas, esse método a serviço dos processos de RH permite identificar quais colaboradores poderão trabalhar lado a lado no dia a dia com alegria e... produtividade.

2. Desexualizar as profissões

Tomemos o exemplo das desigualdades entre homens e mulheres no trabalho. Muitas profissões são carregadas de preconceitos de gênero: o RH é geralmente feminino, enquanto as profissões técnicas do digital são mais destinadas aos homens. No entanto, existem excelentes diretores de recursos humanos e excelentes técnicas de informática. Entenda que por trás desses clichês sexistas se escondem noções ligadas às soft skills. A empatia, a atenção aos outros e a escuta são geralmente atribuídas às mulheres, e a força de proposta, a precisão e a perseverança aos homens. Essas ideias não seriam um tanto ultrapassadas? Os resultados do teste de personalidade SHAPE da AssessFirst, utilizado por mais de 10.000 recrutadores distribuídos em 30 países, nos mostraram que, ao contrário: a personalidade não tem gênero. E se, além do nosso gênero, da nossa origem social ou do nosso passado, nos concentrássemos na personalidade de cada um, esse forte vetor de sucesso profissional?

3. Sem currículo para os bons perfis

O candidato ideal não tem currículo! Isso choca você? Explicações... O que é melhor do que um questionário de personalidade para identificar as soft skills dos candidatos? Em 2021, dispomos de outros meios para destacar as forças e as motivações de um candidato além de uma simples sucessão de informações reunidas em uma folha de papel A4. Todo processo de RH de recrutamento busca avaliar o potencial do candidato, especialmente fazendo as perguntas certas. Nos testes de recrutamento, sem currículo, a pessoa vem como é (como diria um grande senhor todo vestido de amarelo que não mencionaremos).

4. Praticar a inclusão no dia a dia

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