Escassez de talentos: você já considerou a mobilidade interna?
Mobilidade interna e desenvolvimento profissional dos funcionários: as empresas podem resolver sua escassez de talentos.
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Hoje, todos os setores são afetados pela escassez de talentos. É cada vez mais difícil para as empresas encontrar grandes profissionais — e na quantidade necessária. A falta de competências técnicas e interpessoais em toda parte prejudica a indústria. Segundo um estudo de 2019 do Learning & Work Institute, a escassez de competências no Reino Unido custará ao país £120 bilhões até 2030, com uma falta de 2,5 milhões de trabalhadores qualificados. Embora esses números sejam assustadores, soluções já existem para remediá-los. E se disséssemos que é possível antecipar essas necessidades sem ter que terceirizar sua busca de talentos? Você pode reduzir sua escassez de talentos focando no desenvolvimento profissional de seus funcionários e na mobilidade interna. Sem mencionar que você economiza tempo e dinheiro evitando ter que integrar novos funcionários.
Valorize seu capital humano com a mobilidade interna
O Planejamento de Força de Trabalho envolve recrutamento e mobilidade interna — particularmente com referenciais de competências. Ao fazer um inventário das competências dos funcionários, o RH pode contar com o capital humano para desenvolver a competitividade da empresa. Você pode fazer previsões precisas para antecipar e planejar o futuro mapeando os diversos talentos disponíveis, incluindo tanto hard skills quanto soft skills. É uma excelente maneira para qualquer empresa valorizar seus recursos humanos, incluindo-os diretamente no desenvolvimento e alcance de seus objetivos.Para que a mobilidade interna seja eficaz no âmbito do Planejamento de Força de Trabalho, o RH deve antecipar as necessidades futuras implementando ferramentas e processos que ofereçam aos funcionários benefícios tangíveis.
Fazer um inventário das competências internas
A mobilidade interna requer um planejamento significativo antecipado. Particularmente, fazer um inventário de competências e detectar potencial entre os funcionários, tudo coletado na forma de dados que podem ser analisados. Isso é necessário para permanecer atualizado e ágil enquanto alinha a direção estratégica com as decisões de RH e contratação. Aqui estão algumas das ferramentas eficazes para estabelecer um banco de dados:
- Entrevistas profissionais: permitem que os funcionários reflitam e formalizem seus desejos em termos de desenvolvimento profissional. É quando é possível identificar necessidades de treinamento e desejo de mobilidade.
- Entrevistas anuais: são ideais para fazer um balanço do ano passado e destacar objetivos para o próximo ano. Será possível identificar o potencial de um funcionário, discutir seus pontos fortes e áreas de melhoria, bem como avaliar sua satisfação geral e ambições. Após as entrevistas anuais, planos de treinamento podem ser implementados para o desenvolvimento profissional do funcionário.
- Revisão de pessoal: é o momento em que gestão e RH se reúnem para discutir desempenho e movimentos acionáveis. Isso possibilita ter uma visão global de todos os talentos internos e determinar se os objetivos da empresa podem potencialmente ser alcançados pelas competências dos funcionários atuais.
Na melhor prática, as equipes de RH centralizam esses dados em um único banco de dados: permitindo a preparação para as mudanças que estão por vir, seja no setor ou em profissões específicas. Um banco de dados digital é, naturalmente, mais desejável para combinar competências e posições que precisam ser preenchidas com políticas de recrutamento, treinamento, mobilidade interna, etc.
Foque no desenvolvimento dos funcionários atuais
Oferecer aos funcionários a oportunidade de aumentar suas competências e desenvolver novas é uma boa maneira de limitar a rotatividade de pessoal, aumentar o engajamento dos funcionários e a lealdade. Menos saídas e maior satisfação no trabalho por sua vez aprimorarão sua marca empregadora.
Soft skills diante da mudança
Testes psicométricos durante o recrutamento estão se tornando mais comuns, mas também são um trunfo para o planejamento de carreira e oferta de possibilidades de mobilidade interna aos seus funcionários. Graças à ciência das soft skills, equipes de RH e contratação são capazes de saber antecipadamente em quais posições um associado pode prosperar e se destacar. Além disso, você também é capaz de fortalecer o comprometimento de cada indivíduo compreendendo claramente suas expectativas. Com a velocidade com que a tecnologia progride, as empresas enfrentam a obsolescência de muitas competências nas quais seus funcionários confiaram, por períodos curtos ou longos. É fundamental garantir que os funcionários possuam as soft skills necessárias para adquirir novas hard skills que serão exigidas deles no futuro.
