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Desenvolvimento das soft skills: como se tornar a melhor versão de si mesmo?!

As soft skills são cada vez mais procuradas pelos decisores de RH. Como os candidatos e funcionários podem identificar e desenvolver as soft skills?

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Fala-se frequentemente das soft skills do ponto de vista do recrutamento a serviço do desempenho. Na realidade, essas competências comportamentais são maleáveis, portanto é possível contratar um talento com base em um conjunto de competências, incluindo o saber-ser, e ajudá-lo a desenvolver outras soft skills ao longo de seu percurso profissional. Para o RH, conceber o desenvolvimento de competências dessa forma leva a criar uma situação ganha-ganha, incentivando os talentos a se tornarem proativos e engajados para evoluir suas competências.

Fazer evoluir a imagem das soft skills

Todo profissional de RH deve dominar as soft skills para melhor avaliar e acompanhar seus talentos. Primeiramente, será preciso libertá-las da confusão comumente feita com as emoções. A razão? A tradução literal do termo inglês "soft", que dá esse ar suave a competências que na realidade podem se revelar verdadeiras forças. Se as competências comportamentais incluem a inteligência emocional, elas abrangem muito mais do que sentimentos. Por exemplo, a capacidade de perceber com discernimento para perseverar e resolver um problema complexo envolve tanto a razão (o espírito analítico e crítico) quanto um traço de caráter (a perseverança). Para maior clareza, o termo "talentos naturais" vai nos permitir captar melhor essa nuance. As soft skills são o que um indivíduo faz naturalmente melhor do que 95% da população. Podemos considerá-las como vantagens comparativas, comportamentos que distinguem cada colaborador de outro. E como nada é fixo, o desenvolvimento das soft skills ao longo de uma carreira é perfeitamente possível e incentivado. Um trunfo em um mundo de automação crescente, as soft skills podem garantir a empregabilidade de um talento. Difíceis de substituir por soluções inovadoras como a automação, as competências comportamentais são profundamente contextuais. Isso lhes confere uma vantagem sobre as hard skills substituíveis por soluções digitais e ameaçadas pela obsolescência das competências. Mesmo que categorizar as competências comportamentais signifique achatar o relevo que elas proporcionam a cada personalidade, aqui está uma ordem de classificação para simplificar a compreensão:

  • O comportamento : organização, adaptação, autonomia, gestão do estresse e priorização.
  • O relacional : escuta, comunicação, autoconfiança e resolução de conflitos.
  • O cognitivo : concentração, criatividade, aceitação da crítica, curiosidade e vontade de aprender.

Como avaliar o saber-ser?

Desenvolver suas soft skills está ao alcance de todos. Dito isso, é preciso entender que a curva de aprendizagem pode se revelar um tanto imprevisível, já que os testes acontecem à prova das situações encontradas pelo aprendiz. Também é preciso entender que essas competências comportamentais mudam e se intensificam conforme o ambiente, os interlocutores e os desafios. Por exemplo, uma pessoa pode estar segura de si diante de sua equipe (talento de comunicação) e na hora seguinte perder todos os seus meios diante de um cliente que deseja rever as modalidades de uma oferta (fraqueza em negociação). Ainda mais porque é quase impossível para um colaborador se autoavaliar de maneira objetiva e identificar sozinho as forças de seu saber-ser. Alguns serão muito confiantes e outros terão tendência a se subestimar. Ora, desenvolver suas soft skills significa reconhecê-las e selecionar aquelas que merecem mais atenção. Em um primeiro momento, os colaboradores podem sondar seu entorno e aqueles que convivem com eles em diversos contextos. Pode-se elaborar um questionário rápido para submeter a familiares, colegas e um gestor. Atenção, a anonimização das respostas é crucial para que todos possam dar sua opinião com toda honestidade.Os testes psicométricos propõem uma avaliação dos talentos de um novo tipo. Eles se dividem em duas famílias: os questionários de personalidade e os testes de aptidões cognitivas. Os questionários de personalidade identificam traços de caráter e elementos que compõem o saber-ser do respondente. Os questionários de personalidade apelam à espontaneidade. As afirmações geralmente tratam de preferências ou comportamentos cotidianos em um contexto profissional. Enquanto os testes de aptidões cognitivas medem a capacidade de um indivíduo de tratar um problema complexo e sua facilidade em adquirir novas competências. A combinação dos dois estilos de avaliação permite traçar uma imagem mais completa do colaborador e antecipar as direções nas quais ele pode evoluir.

O desenvolvimento das soft skills em três pontos

Em um primeiro momento, lembremos que o saber-ser evolui de maneira contextual. O objetivo da aprendizagem das competências comportamentais é evoluir e se realizar em seu percurso profissional, o que certamente trará uma satisfação pessoal. Em vez de buscar desenvolver soft skills em volume, é melhor focar em sua relevância em relação ao contexto em que são exercidas. 1º critério: a profissão Cada cargo em uma empresa requer um número de competências comportamentais indispensáveis. Nessa perspectiva, é mais estratégico desenvolver suas soft skills em função de um cargo desejado ou de uma ambição de carreira.2º critério: a cultura de empresa Cada empresa possui uma cultura própria. Todo colaborador que deseja seguir seu caminho nela deve se interessar por isso. A estratégia global da empresa desempenha um papel determinante e os RHs devem comunicar com transparência o que é esperado dos colaboradores. Por exemplo, tomemos o caso de uma startup em rápido crescimento, acostumada a mudanças rápidas e métodos de trabalho inovadores, o que poderia desconcertar mais de um. Para se realizar nela, o colaborador precisaria fazer evoluir sua abertura de espírito e sua agilidade cognitiva para poder acompanhar as reviravoltas da organização com sangue-frio. 3º critério: a introspecção De onde nos vem o sentimento de realização? É evoluir em um ambiente de trabalho estimulante? Ou é antes manter relações enriquecedoras com seu entorno, tendo confiança em si mesmo e em seu futuro? O colaborador é a pessoa mais indicada para identificar os eixos de desenvolvimento desejáveis e a chave de sua realização. Levando em conta os retornos de seus pares e de seu entorno pessoal, um indivíduo pode compreender os traços de caráter que devem evoluir ou melhorar se quiser viver à altura de sua ambição de vida e de sua noção de sucesso. RH, é preciso assumir, a empresa hoje se transformou em um lugar onde se trabalha ao mesmo tempo nas missões profissionais, mas também para se realizar de forma mais global. Pela noção de engajamento, pede-se aos colaboradores que se invistam e se realizem através de suas missões. Na busca da realização de uma pessoa, seja ela assalariada, parceira de vida ou ator de sua comunidade, tornar-se a melhor versão de si mesmo se torna então um projeto comum entre a empresa e o colaborador. Atenção, no entanto, a delimitar bem onde termina o profissional e começa o pessoal, pois os riscos psicossociais e o esgotamento nunca estão muito longe. Desenvolver suas soft skills realmente permite tornar-se a melhor versão de si mesmo, mas ainda é preciso saber por onde começar para fazê-las evoluir! Solicitar uma demonstraçãoExperimente gratuitamente por 14 dias.

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