A obsolescência das competências é um desafio a ser enfrentado juntos!
A obsolescência das competências impulsionada pela transformação digital aponta para as soft skills. Adapte sua estratégia de recrutamento!
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Todos iguais diante da evolução do trabalho?
As previsões sobre o futuro do trabalho anunciam tanto a morte de certas profissões quanto o nascimento de outras que exigem toda uma gama de novos conhecimentos e capacidades técnicas. Se é tentador acreditar que a obsolescência das competências impacta apenas certos setores, nada é menos certo. Ela pode atingir um grande número de profissões, do profissional de RH que publica os anúncios de recrutamento ao funcionário em uma linha de produção. No entanto, os perfis de trabalhadores menos qualificados merecem nossa atenção.
"Os empregos medianamente qualificados estão cada vez mais expostos a essas transformações profundas. Nos próximos 15 a 20 anos, o desenvolvimento da automação poderá levar ao desaparecimento de 14% dos empregos atuais, e 32% adicionais são suscetíveis de serem profundamente transformados."
Angel Gurría, Secretário-geral da OCDE À pergunta se devemos ter medo da obsolescência das competências, respondemos "absolutamente não, muito pelo contrário!"
Recrutar sabendo que tudo vai mudar!
A obsolescência das competências é uma realidade que podemos antecipar desde já. O primeiro passo nessa direção consiste em mapear as competências presentes na sua organização. Para as empresas que estão sujeitas a isso, a obrigação de manter uma gestão previsional de empregos e competências (GPEC) pode parecer maçante. No entanto, estabelecer um referencial de competências estrutura seus esforços de aquisição de talentos, de treinamento e até de reskilling. Em seguida, por que não ampliar o escopo revisando seus canais de recrutamento ou seus critérios primários? Sua estratégia pode se articular em torno do potencial dos candidatos e das oportunidades de crescimento. Busque soft skills como senso de adaptação, escuta, criatividade ou ainda senso crítico, que contribuem para uma evolução de competências mais fluida. Nesse contexto, uma campanha de recrutamento inclusiva orientada por soft skills traz novas perspectivas, especialmente um saber-ser voltado para a mudança. Nesse sentido, os testes de personalidade integrados ao processo de recrutamento têm o objetivo de revelar traços de caráter ou capacidades que normalmente não figuram em um currículo. Durante as entrevistas, os profissionais de RH também podem sondar os candidatos fazendo perguntas que busquem identificar uma forma de pensar complementar às missões cotidianas: curiosidade, capacidade de mobilizar recursos, comunicação positiva, etc.
Desenvolver uma cultura de aprendizado
A obsolescência das profissões coloca em destaque a vontade de evoluir com seu tempo, especialmente diante da transformação digital. Uma pesquisa Deloitte recente indica que 72% dos dirigentes consideram a adaptação de seus colaboradores como prioridade, especialmente por meio da reconversão, mudança de cargo ou aceitação de novas responsabilidades. Motivada pelos colaboradores, a evolução de competências é muito mais estimulante e mais propensa a atender aos desejos de evolução de cada um. Conduzir uma reflexão sobre a realidade do setor, suas evoluções futuras e os desafios de forma conjunta pode reavivar vocações e ser fonte de motivação. Cada um pode conduzir uma reflexão pessoal que poderia se encaixar no esforço coletivo da empresa. Isso pode se traduzir no aprendizado de um novo estilo de gestão ou em uma formação em uma técnica oferecida por um concorrente ou solicitada pelos clientes, por exemplo. 97% das pessoas entrevistadas pela Deloitte afirmam que lhes faltam informações sobre seus colaboradores. Há claramente uma necessidade de convidar os colaboradores a se expressarem sobre seus desejos de evolução de carreira. Assim, você combinará desafios coletivos e individuais e constituirá uma cultura de aprendizado que beneficia tanto os colaboradores quanto a empresa.
