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Que lição tirar do algoritmo sexista da Amazon?

Há 3 anos, a Amazon conduziu uma experimentação para automatizar a pré-seleção por CV! A ideia da Amazon era desenvolver um algoritmo capaz de analisar 100 CVs, avaliá-los com até 5 estrelas e selecionar os 5 candidatos com maior probabilidade de sucesso na empresa! E aí... Incrível! Descobriu-se que não funcionava! 😱

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Sumário:

  1. ⚠️ BREAKING NEWS ⚠️
  2. #ResumoRápido… do que se trata realmente?
  3. Um algoritmo não nasce "Sexista"… ele se torna.
  4. Devemos então acabar com os algoritmos no recrutamento?
  5. Você pode automatizar seus processos de pré-seleção evitando o efeito "Amazon"
  6. Os resultados do recrutamento preditivo
Se você trabalha de perto ou de longe com RH (e sobretudo com recrutamento), certamente já viu a notícia…

⚠️ BREAKING NEWS ⚠️

Imagem: Screenshot Linkedin

(https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQFdj7J0Jlx-ZQ/article-inline_image-shrink_1500_2232/0/1539515104318)

Dezenas e dezenas de posts desse tipo foram publicados desde o último fim de semana (sites de notícias, LinkedIn…) para divulgar a novidade…

#ResumoRápido… do que se trata realmente?

Há 3 anos, a Amazon conduziu uma experimentação para automatizar a pré-seleção por CV.

A ideia: criar um algoritmo capaz de analisar 100 CVs, avaliá-los com até 5 estrelas e selecionar os 5 melhores perfis em termos de probabilidade de sucesso na empresa.

E aí… incrível!

Descobriu-se que não funcionava.

Pior ainda, o algoritmo descartava quase sistematicamente os CVs das mulheres.

#NãoÉJusto #DenuncieOAlgoritmo #IAÉONovoPorco

Como profissional de RH, que lição tirar dessa "experimentação fracassada"?

Um algoritmo não nasce "Sexista"… ele se torna.

Um algoritmo nunca é enviesado, sexista, racista ou discriminatório "por natureza".

Ele é apenas a formalização de um processo parametrizado… por humanos.

No caso da Amazon, a IA foi treinada com dados provenientes dos CVs de pessoas já empregadas na empresa.

Ela, portanto, reproduziu as decisões tomadas pelas equipes de RH ao longo de vários anos.

1 — Primeiro, a questão do CV

Ao treinar uma IA com CVs, fornecemos a ela apenas:

– trajetórias acadêmicas (diplomas, universidades)

– trajetórias profissionais (cargos, duração, setores)

2 — A natureza da amostra

Na época, a Amazon contava com mais de 60% de homens.

Uma IA treinada em uma amostra majoritariamente masculina logicamente aprende regras… masculinas.

3 — Os vieses humanos da equipe de RH

Os humanos são falíveis e sujeitos a inúmeros vieses.

O algoritmo apenas modelou esse sistema e, portanto, reproduziu esses vieses.

⚠️ Importante:

Se aplicássemos a mesma IA aos CVs de outras empresas, provavelmente obteríamos algoritmos discriminatórios contra:

– mulheres

– pessoas com mais de 45 anos

– pessoas com deficiência

– pessoas com nomes de origem estrangeira

… e outros ainda.

Devemos então acabar com os algoritmos no recrutamento?

Privar-se de 50% dos talentos é um enorme problema.

Mas concluir que os algoritmos são "perigosos" ou "não estão prontos" seria um erro comparável a dizer que devemos proibir carros porque um motorista bêbado teve um acidente…

O verdadeiro problema não seria… a seleção por CV?

Todo mundo concorda que o CV não é um bom preditor de sucesso no cargo.

No entanto, praticamente todas as empresas continuam a usá-lo como filtro principal.

Imagem: "What the f*** is wrong with you people?"

(https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQHyx6aj7tqWnA/article-inline_image-shrink_1000_1488/0/1539534799488)

Usando dados fracos (CV), provenientes de uma amostra masculina, e processando-os em uma IA… difícil esperar algo diferente de vieses.

Além disso, mesmo em empresas do CAC40 que dispõem de Data Scientists, o RH frequentemente permanece o "primo pobre": muitos recursos para marketing, negócios… mas raramente para o RH.

Porém, hoje, qualquer empresa pode fazer uma pré-seleção realmente melhor.

Comparemos:

De um lado:

o CV

(trajetória acadêmica e profissional)

Do outro:

quem a pessoa realmente é

(agilidade intelectual, capacidade de aprender, motivações, personalidade, comportamentos no trabalho)

Qual dessas duas categorias realmente prevê o desempenho, a integração, a adequação cultural?

Você pode automatizar sua pré-seleção… sem reproduzir o efeito "Amazon"

Usar testes de recrutamento não basta.

É preciso associá-los a um modelo preditivo, ou seja, a definição:

– dos critérios esperados

– e de sua relação com o desempenho no cargo

Como se cria um modelo preditivo?

Etapa 1:

Avaliar os colaboradores em exercício com questionários:

– personalidade

– motivações

– raciocínio

Etapa 2:

Avaliar seu nível de desempenho no critério que se busca prever.

"Não sabemos, não temos os dados!"

⚠️ Se uma empresa não sabe avaliar o desempenho, nenhuma ferramenta poderá melhorar a qualidade de seus recrutamentos.

Ela poderá melhorar a experiência do candidato, extrair estatísticas… mas jamais prever o sucesso.

Se um "especialista" pretende ajudá-lo sem pedir esses dados, fuja.

"E se minha empresa historicamente recrutou principalmente homens?"

Nenhum risco de reproduzir um viés "à la Amazon".

Os critérios psicológicos e comportamentais são muito bem distribuídos na população, independentemente do gênero, idade ou origem.

Os resultados do recrutamento preditivo

Em média, as empresas que utilizam o recrutamento preditivo:

– selecionam colaboradores 20% mais produtivos

– aceleram seus processos em 30%

– reduzem seus custos em cerca de 20%

– diminuem seu turnover em 50% nos cargos sensíveis

Isso é mágica? ✨🔮✨

De forma alguma.

Elas simplesmente passaram a recrutar se interessando por quem as pessoas realmente são, em vez de apenas pelo seu CV.

E adivinhe?

Quando nos interessamos verdadeiramente pelas pessoas… obtemos melhores resultados.

Incrível, não?

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